Administração de Conflitos no Trabalho

Devido à multiplicidade de personalidades existentes em qualquer ambiente profissional e a diversidade de pressões internas e externas em uma empresa, é natural que ocorram conflitos: e essas pequenas crises sempre afetam o fluxo de trabalho. Sejam problemas pessoais ou conflitos familiares, eles sempre atrapalham o nosso dia a dia e podem comprometer nossa qualidade.

Conflito é uma palavra que tem origem no latim e significa “uma batida de frente”.

Entretanto existem os bons e os maus conflitos. Um bom conflito é quando duas pessoas batem de frente, chegam a um acordo e saem caminhando na mesma direção. Enquanto um mau conflito é quando duas pessoas batem de frente, não se entendem e seguem caminhando em direções opostas.

A administração de conflitos no trabalho tem uma característica muito interessante; ela não é ensinada na escola. No entanto é uma habilidade gerencial que todo gestor deve ter para transformar maus conflitos em bons conflitos e garantir um bom ambiente de trabalho.

As empresas que não possuem gestores e colaboradores em geral preparados para lidar com situações de confrontos, correm o risco de, por causa disso, fracassar em projetos importantes e de perder produtividade, clientes, negócios e talentos. Segundo uma pesquisa publicada na revista Você S/A os brasileiros gastam 1,9 hora por semana na tentativa de resolução de conflitos, o equivalente a 91,2 horas por ano e 11,4 dias de trabalho.

Para tornar um conflito uma ferramenta positiva o profissional deve controlar as emoções, respirar fundo e manter o foco nos objetivos corporativos – este é o principal segredo de quem gosta e sabe discutir bem.

Outros três segredos são:

Transparência – Os desentendimentos prosperam onde há ambiguidade, por isso os argumentos para as decisões devem ser transparentes.

Auto-desenvolvimento – Cada conflito traz uma oportunidade de provocar mudanças positivas, no entanto é preciso desenvolver a habilidade de conduzir conversas difíceis de maneira construtiva.

Responsabilidade compartilhada – é tentador enxergar o gestor como o único responsável pelas dificuldades que o conflito pode criar. Embora os líderes desempenhem um papel crítico nessas situações, é importante estabelecer a responsabilidade compartilhada com o objetivo de evitar a espiral decrescente do conflito e seus desdobramentos. Os funcionários que repassam para os seus superiores a responsabilidade de resolver qualquer desentendimento nunca amadurecem nem chegam a ser cidadãos organizacionais úteis, e muito menos futuros líderes.