Por mais que se diga que saber dominar as atribuições profissionais seja sinônimo de competência, o fato é que diante das constantes mudanças impostas ao mundo corporativo, em decorrência das movimentações e globalizações sociais, econômicas, culturais, políticas e tecnológicas, esse atributo que foi muito importante na era industrial, época em que as pessoas serviam de recursos para o que efetivamente fazia funcionar as organizações, tais como máquinas, equipamentos, ferramentas, etc., hoje precisa de algo a mais.
Hoje, na chamada era do conhecimento, as pessoas são requisitadas para gerar valor por meio da inovação, do atendimento personalizado, das contribuições para melhorias nos processos de trabalho, da velocidade de execução de uma estratégia e do compartilhamento de informações necessárias para a tomada de decisões. Assim, mais do que o domínio das habilidades exigidas pelo cargo, é preciso saber ousar, inovar, adquirir e compartilhar conhecimentos, empreender, ir além dos limites que o cargo confere.
Hoje, o profissional que faz a diferença é aquele que se auto-desenvolve e transforma conhecimento em competência para gerar resultados alinhados com os objetivos corporativos da organização em que ele trabalha.
Na era do conhecimento, cabe ao gestor de pessoas o desafio de ser o arquiteto dos novos ambientes de trabalho, que permitam aos profissionais expressarem o que tem de melhor. O gestor deve se moldar às exigências que extrapolam as habilidades do cargo para servir de exemplo e sensibilizar seus pares e subordinados para a necessidade de se auto-desenvolverem e se alinharem aos valores, crenças e missão da empresa e, por conseguinte, formarem uma base de conhecimento que deve ser compartilhada por todos.