No atual cenário que caracteriza o mundo do trabalho contemporâneo, contar com a união, comprometimento, responsabilidade, dedicação e desempenho coletivo, é imprescindível para o sucesso de uma organização. Indiferente da sua localização, da área de atuação, produto que comercializa ou tamanho organizacional, uma equipe coesa e determinada será aquela formada por pessoas com brilho nos olhos e que encaram suas tarefas como uma missão. Ser acessível ao trabalho em equipe é compreender as diferenças humanas, contribuir com sugestões de inovação e melhoria contínua para o crescimento individual e também coletivo.

Uma coerente equipe de trabalho é formada por homens e mulheres que vêm de diferentes culturas, regiões e áreas de formação. Ser acessível a uma equipe é atuar em cooperação, fortalecendo a transferência de conhecimentos e aprendizagem entre os colegas de trabalho, compreendendo a diferença entre liberdade e libertinagem. Para contribuir com o desafio de fortalecer o trabalho em equipe, com que se deparam os líderes, gerentes, supervisores e gestores nas organizações, o palestrante mágico Dalmir Sant’Anna, enfatiza que profissionais entusiastas por seu trabalho, compreendem que qualquer atividade desempenhada com amor, possui maior qualidade, destacando duas características:

Bom humor – Mais do que um comportamento sério, ético e estável em seus propósitos, as organizações buscam profissionais que tenham iniciativa, sejam proativos e tenham facilidade de relacionamento com sua liderança e com os demais integrantes da equipe de trabalho. No entanto, não se pode confundir bom humor com manifestações de mau gosto, como por exemplo, brincadeiras que irritem uma pessoa que está concentrada e centrada em uma atividade, ou ainda, uma piada que possa ferir princípios éticos, religiosos ou familiares. Quando há na equipe de trabalho um clima saudável de bom humor e alto astral, o desenvolvimento do relacionamento entre as pessoas torna-se mais humano, contribuindo significativamente para a manutenção de um ambiente profissional agradável e acompanhado de entusiasmo.

Empatia – O profissional precisa usar de empatia, colocando-se no lugar do outro colega de trabalho e observar que cada pessoa possui comportamentos, ações e atitudes diferentes. Há pessoas que estão de bem com a vida todos os dias, há outros, entretanto, que merecem um tratamento diferente conforme o dia, o local e o momento. Usar de empatia para respeitar a opinião do seu colega é ser acessível ao trabalho em equipe, pois você está possibilitando a valorização de idéias, dicas e sugestões de melhoria contínua. Pode parecer simples, mas é magnificente contar com uma mão amiga quando estamos precisando concluir uma tarefa e a sua ajuda, pode ser através de palavras, atitudes positivas de reconhecimento e valorização pela conquista de uma meta alcançada.

Cientificamente comprovado, o bom humor estimula a liberação no corpo humano de substâncias químicas como a endorfina e a adrenalina, que oferecem uma sensação de mais energia positiva e o efeito de bem estar. Lembre que você passa grande parte do seu dia trabalhando e nada melhor do que realizar suas atividades contando com pessoas que queiram e sintam vontade de dialogar e remar com você para o lado correto. Aceitar ser acessível ao trabalho em equipe permite admitir as fraquezas, mas também possibilita conhecer as virtudes de um time de trabalho comprometido e vitorioso.

Dalmir Sant’Anna – Palestrante Mágico®, autor do livro “Menos pode ser Mais” (editora Odorizzi), mágico profissional, pós-graduado em Gestão de Pessoas e bacharel em Comunicação Social.

Nos dias de hoje, fala-se muito na arte de falar bem e pouco na arte de saber ouvir.

Todos nós gostamos de expor as nossas idéias e de ter uma participação no decurso de uma conversa. É normal desejarmos expor as nossas experiências, a nossa visão a respeito de determinado assunto. A dificuldade está em saber ouvir, sem interromper uma idéia que está a se formar na boca de outrem, sem interromper o fio de um pensamento.

Mas como anda a sua audição?

Você sabe ouvir o seu filho, cônjuge, chefe, subordinado ou colega? A tarefa não é tão fácil quanto parece, porque ouvir é “deixar de lado a sua onipotência, não ter controle da situação, mas se despojar do próprio narcisismo. É preciso colocar a virtude da humildade no lugar da arrogância.

Saber ouvir é aprender a ficar em silêncio. É dar espaço para o outro falar o que quiser.

Quanto mais você desenvolver a habilidade de saber ouvir os outros, maior sua probabilidade de prestar atenção nas necessidades das pessoas que estão a sua volta. Pessoas que não ouvem atentamente e ativamente, não conseguem captar informações importantes ou obter o apoio das pessoas!

Ouvir com atenção significa compreender sem avaliar ou julgar os pontos de vista da outra pessoa. Ouvir é tão difícil quanto pensar no que se ouve, mas totalmente necessário. Devemos nos esforçar para ouvir posições contrárias às nossas, devemos dar a chance para que o “outro lado” possa construir seu raciocínio e expor as justificativas às suas idéias. Somente desta forma podemos analisar melhor nossos próprios pontos de vista. E para isso, é necessária a habilidade de empatia, que é tanto uma percepção quanto uma habilidade comportamental.

Acredito que devemos primeiro aprender a ouvir a nós mesmos. Como está o seu dialogo interno? Você tem ouvido com atenção o seu coração, a sua intuição ou a sua alma? Você sabe identificar o que você está sentindo? Antes de ficar exercitando a arte de saber ouvir os outros, comece por você. Preste atenção no seu coração, na sua alma, na sua intuição e ouça qual a mensagem que estão querendo te passar.

Parece ser difícil no início, mas logo você perceberá o quanto valioso é saber ouvir o nosso coração. Consequentemente você estará mais aberto a ouvir o seu próximo, livre de julgamentos precipitados, sem a velha preocupação em ter que dar resposta. Muitas vezes o silêncio é a maior resposta. O silêncio faz com que você ouça a informação e comece a processar a situação.

Saber ouvir é, antes de tudo, um exercício fundamental para o seu bem estar.

Edmar Oneda

Se você quiser ter sucesso na sua vida pessoal e profissional, pense nestes cinco pequenos segredos, simples e muito eficazes:

1. Faça checklist com prioridade de tudo o que tiver por fazer. Tenha em mãos, o tempo todo, esse checklist, uma relação das coisas que você deve fazer e coloque sempre essa lista em ordem de prioridade, deixando bem claro a você o que seja “essencial”, “importante” e “acidental”. Faça primeiro o essencial e deixe o acidental para quando tiver tempo. Não perca tempo com coisas acidentais.

2. Tenha foco. Muito foco! Não se desvie do foco nas coisas essenciais, naquilo que você deve fazer em primeiro lugar e saiba exatamente o que fazer em seguida, isto é, o que seja importante. As pessoas fracassam por falta de foco.

3. Faça na hora, não deixe para depois. Faça imediatamente ao se lembrar, não deixe para depois. Lembrou, faça. Se não puder fazer, faça alguma coisa concreta que não deixe você se esquecer. Não confie que se lembrará mais tarde.

4. Utilize a técnica do queijo suíço. Vá fazendo buracos nas tarefas maiores. Vá comendo as grandes tarefas em pedaços. Se não puder fazer tudo, faça uma parte hoje, outra amanhã até que a tarefa toda esteja pronta.

5. Disciplina em função do seu foco. Discipline-se para conseguir realizar os quatro segredos anteriores. Você tem que ter muita disciplina, não se deixe enganar por ladrões de tempo e atenção. Mantenha-se no foco.

Pense nisso. Experimente. Sucesso!

Professor Luiz Marins

Jamais confunda elegância com “frescura”. Não confunda elegância com superficialidade. Não confunda elegância com falsidade. Jamais confunda elegância com ausência de firmeza ou assertividade.

A palavra elegância tem a sua origem na palavra latina “eligere” que quer dizer “escolher”, “ser escolhido”, “ser eleito”. Ora, uma pessoa “elegante” é, pois, aquela que pelo seu comportamento adequado à realidade, por ser polida, respeitosa, amigável, será sempre uma pessoa “escolhida” dentre as demais. Ninguém escolherá uma pessoa rude, grosseira, grotesca, tosca, mal-educada. Por isso as pessoas elegantes são as escolhidas.

Assim, uma pessoa elegante é uma pessoa educada; que sabe se comportar em público; que não fala o que não deve; que não se envolve em fofocas; que sabe se comportar ao comer; que se veste com sobriedade; que não fala alto demais; que devolve o que toma emprestado; que não invade espaços alheios; que sabe ouvir com atenção e respeito; que sabe dizer “com licença”,”por favor”, “obrigado”, “desculpe-me” – palavras mágicas de um comportamento elegante e que foram esquecidas em nosso vocabulário empresarial.

Até mesmo as pessoas mais simples de uma organização devem cuidar da elegância em seu sentido correto. Vejo pessoas que se vestem mal, de maneira inadequada, mulheres ousadas com decotes ousados demais, roupas excessivamente justas e impróprias a um ambiente de trabalho. É preciso ter elegância ao trajar, com o uso de maquiagem, com as escolhas que faz. Da mesma forma vejo homens mal vestidos, com roupas que seriam mais apropriadas a um final de semana. Não estou advogando que usemos roupas caras, de griffe ou sofisticadas. Estou falando de um bom senso ao vestir, adequado ao ambiente profissional.

A elegância é necessária porque todos nós passamos as oito melhores horas de cada dia e os 35 melhores anos da vida no trabalho. Um ambiente elegante dignifica a vida, pois ser elegante é ser civilizado. E a falta de civilidade tem levado empresas até a prejuízos, pois o ambiente ruim não atrai pessoas de talento.

Ninguém deseja trabalhar em ambientes rudes, grossos, onde a falta de educação e a ausência de polidez são o padrão. E lembre-se que pessoas elegantes são pessoas simples, humildes, especiais e, por isso, são eleitas entre as demais. Seja simplesmente elegante!
Pense nisso. Sucesso!

Professor Luiz Marins

Um currículo irretocável é a porta de entrada para um profissional em uma empresa. Se o documento define sua chegada, no entanto, é seu comportamento que pode antecipar sua saída.

Segundo empresas de recrutamento, não adianta um colaborador acumular qualidades como alta capacitação, idiomas na ponta da língua ou larga experiência no mercado se não estiver em sintonia com o estilo da empresa. Ou ainda, se for desrespeitoso com colegas, mostrar traços de inflexibilidade ou ser pouco aberto a mudanças – que hoje ocorrem em alta velocidade nas corporações.

Especialistas em recursos humanos dizem que a tendência atual do mercado é de que 25% de sua permanência na companhia dependem de sua capacidade profissional (QI – Quociente de Inteligência) e 75% do seu comportamento (QE – Quociente Emocional).

Se um baixo QI tende a limitar o crescimento profissional de uma pessoa, o baixo QE pode destruir uma carreira.
É possível aumentar o QE? Um adulto não aumenta significativamente o seu QI, já o QE, se molda com hábitos, ensinamentos e exemplos, ou seja, basta esforçar-se para melhorar.

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Você quer crescer profissionalmente? Quer ser melhor remunerado dentro de algum tempo na empresa em que trabalha? Então você precisa ser um funcionário proativo.

O colaborador proativo é aquele que não faz o estritamente designado dentro de sua função. É aquele que toma iniciativas, aquele que se interessa, que veste a camisa da empresa, que torce por ela, que a ajuda a crescer.

O proativo está sempre se informando, se adaptando, extrapolando suas funções, adicionando coisas positivas, evitando a todo custo a ociosidade, a distração.
Ser uma pessoa proativa é o extremo oposto a ser reativo. A pessoa reativa espera que algo aconteça para só então tomar alguma atitude (geralmente depois de receber permissão de alguém). O reativo se omite. O proativo se apresenta. O reativo espera que se tomem decisões e depois cumpre o que foi mandado. O proativo interage e, muitas vezes, faz o que é necessário com toda a responsabilidade.

O termo proatividade procede do Latim e é composto por duas palavras “pro”, que significa “antes” e “actividade”, de “activitas”, “activitatis”que significa “faculdade de realizar”, “diligência”, “eficácia”. 

A noção de proatividade é uma herança da revolução administrativa dos anos 90, quando houve uma consciência universal de incremento das atividades dos funcionários e um enfoque mais positivo sobre seu progresso individual. Ela está intimamente ligada à noção de responsabilidade
A palavra “responsabilidade” tem um significado bem maior do que se imagina. Vamos decompor a palavra para mostrar seu sentido mais profundo.

Responsa = resposta, reação, retorno.

Abilidade = habilidade, capacidade.

Responsabilidade = Capacidade ou habilidade de reagir, de responder. O proativo é aquele que tem esta destreza para reagir, para dar resposta a alguma vocação ou talento.

Nós não somos máquinas que não têm nenhuma escolha de como reagir a situações, nós temos a liberdade de escolhermos como agir. Nossos corações, mentes e almas combinam as avaliações emocionais, lógicas e espirituais de respostas alternativas aos estímulos. Assim, podemos escolher nosso enfoque preferido.

Em nem classificaria reativos e proativos. Diria passivos e proativos. Por que passivos? Porque há pessoas que nem são reativas. Os reativos pelo menos reagem a certos estímulos, à rotina normal do trabalho, da organização, da empresa, do mover das engrenagens empresariais. O passivo, nem isto faz. Ele se queda em sua posição, fossiliza-se nela, fica engessado emocionalmente, sente-se até importante porque está desempenhando seu papel.

O proativo está sempre pesquisando, buscando atualização do seu campo de trabalho, fazendo cursos, descobrindo coisas que podem ajudar não só seu departamento, mas todos os demais.

A proatividade não significa só tomar a iniciativa, mas também assumir a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam, decidir em cada momento o que queremos fazer e como vamos fazê-lo. A essência da pessoa proativa é a capacidade de subordinar os impulsos aos valores.

As pessoas reativas são afetadas pelas circunstancias, as condições e o ambiente social. Centralizam seus esforços no círculo de suas preocupações, nos defeitos das outras pessoas, nos problemas do ambiente e não tem liberdade de escolher suas próprias ações.

Já o proativo se move através de valores cuidadosamente meditados e selecionados, centralizam seus esforços não passivamente, mas ativamente no seu círculo de influência. Dedicam-se àquelas coisas com relação às quais podem fazer algo. Sua energia é positiva com a qual ampliam seu círculo de influência.

Proatividade não tem nada a ver com ativismo ou hiperatividade. Ser proativo não significa atuar às pressas, de forma caótica e desorganizada, deixando-se levar pelos impulsos do momento. As pessoas que tem o hábito da proatividade não são agressivas, arrogantes ou insensíveis. Movem-se por valores, sabem do que necessitam e atuam em conseqüência de fé e desejo de criar, de ajudar, de desenvolver e de se relacionar positivamente com seus companheiros, procurando ao máximo contribuir com seu progresso.

É uma atividade destinada a estudar e colocar em prática planos destinados a antecipação das necessidades futuras, submetendo estes planos sempre a uma análise crítica rigorosa, de modo a abortar o quanto antes aquelas ações que não levarão ao sucesso do empreendimento.

Texto de Dr. Paulo de Aragão Lins, psicopedagogo, com pós graduação em Psicanálise, realiza conferências na área de Gestão Empresarial.

Um dos melhores recrutadores de pessoas que conheci me dizia que o que ele mais observava nos processos de seleção era o brilho nos olhos dos candidatos no momento das entrevistas. O currículo era um mero desempatador, dizia ele.

Ele me contava que enquanto conversava com o candidato sobre vários assuntos, ficava observando o brilho dos olhos e notava que:
Há pessoas que os olhos só brilham quando se fala em salário.

Há outras que os olhos não brilham para tema algum, estão ali apenas em busca de um emprego.

Há outras, porém, que os olhos brilham quando lhes são apresentados: um desafio, uma dificuldade a ser transposta ou uma nova oportunidade de aprendizagem. Esses eram os meus escolhidos, dizia ele, e nunca errei, completava com orgulho.

As empresas de hoje precisam de pessoas que queiram aprender, fazer, criar, inovar, e se desafiar, pessoas que fazem parte da solução e não do problema, pessoas que se comprometam, façam tudo com atenção aos detalhes e que terminam o que começam. Enfim, pessoas motivadas para a ação.

O ser humano tem que sentir orgulho de seu trabalho, de sua participação, daquilo que faz. Esse é um componente fundamental de sua felicidade profissional. E o sucesso profissional o fará uma pessoa mais equilibrada, capaz de lutar pelo seu bem estar familiar, pessoal, espiritual e psicológico.

E você, pelo que brilham os seus olhos?

Pense nisso.

Luiz Marins

Por muitas vezes, em nossa carreira profissional e até mesmo em nossa vida, nos envolvemos tanto com alguns paradigmas que acabamos paralisando alguns aspectos do nosso desenvolvimento. O convite é para que lancemos um outro olhar acerca de nossas maiores dificuldades, que possamos enxergar mais do que a “ponta do iceberg”, procurando nos des-envolvermos daquilo que nos paralisa e impede o nosso crescimento.

Quantas vezes atribuímos a responsabilidade de nossas dificuldades e/ou “fracassos” ao mundo externo? Não é raro ouvirmos frases do tipo: “Não encontro nesta empresa um ambiente propício para o meu desenvolvimento”; “A equipe em que estou inserido não tem competência, por isso não atingimos o objetivo”; “Fui demitido por conta de uma reestruturação da empresa”. Talvez esta última frase seja a mais ouvida por profissionais que atuam na área de Recrutamento e Seleção, na atualidade. Podemos nos contentar com essa justificativa, mas isso é apenas a “ponta do iceberg”. Temos dificuldade em buscar o que pode estar por trás desta justificativa, e a dificuldade está exatamente em resgatar o contato com os nossos pontos de melhoria, principalmente, no que diz respeito à possibilidade de nos depararmos com aquilo que nos paralisa e impede que nos des-envolvamos.

De acordo com o documentário What the bleep do we know? Ou, Quem somos nós? Como ficou conhecido no Brasil, nos acostumamos com a idéia de que não temos controle sobre a nossa realidade, o que acaba sendo confortante em algumas situações. Porém, aos nos contentarmos com ela, voltamos o olhar somente ao mundo externo e deixamos de visitar o nosso interior. O documentário cita que fomos condicionados a crer que o mundo externo é mais real que o interno e procurar salientar que devemos prestar atenção que o que acontece conosco internamente irá criar o que acontece conosco externamente.

Um dos caminhos mais próximos para entendermos a projeção que fazemos do nosso mundo interno, e para desconstruirmos modelos mentais que nos paralisam e impedem o nosso desenvolvimento, é busca constante da prática do feedback . Abertura para ouvir, visitar idéias e opiniões alheias, abre a possibilidade para que re-visitemos os nossos próprios paradigmas.

Os modelos mentais são responsáveis pela forma que conduzimos nossas vidas, interferindo ou mesmo filtrando nossas percepções do ambiente externo, vinculados aos processos educacionais formais e familiares pelos quais passamos ao longo de nossa existência. Com estes, formulamos a maneira de atuação mais “adequada” ao conjunto de valores e preceitos aceitos por nós. Por meio dos modelos mentais aos quais nos prendemos, construímos as visões do mundo externo, fazendo com que as realidades e/ou possibilidades sejam captadas, parametrizadas por estes limites por nós criados. Segundo Hampson e Morris (1996), “um modelo mental é uma representação interna de informações que corresponde analogamente com aquilo que está sendo representado.”

A idéia a ser passada é a de que devemos começar a imaginar como uma carreira construída sem apegos a modelos mentais pré-existentes pode decolar a patamares inimagináveis, alcançando assim, níveis de excelência pautados por ações criativas e inovadoras, bem como atingir ambientes e contextos antes não visitados e que nunca se imaginou possíveis. Para isso, precisamos nos desapegar das justificativas que na maioria das vezes atribuímos ao mundo externo e colocar o foco de nosso des-envolvimento em nós mesmos!

Profa. Izabela Mioto de Mattos

O tema era “comportamentos anti-sociais”: Pequenos danos que algumas pessoas cometem em relação ao meio-ambiente e às outras pessoas tais como jogar lixo fora do lixo, cuspir no chão, empurrar as pessoas sem pedir licença, furar fila, falar alto demais em ambientes públicos, emprestar e não devolver, etc. Durante a aula, os meus alunos de antropologia da universidade federal em que eu lecionava, criticavam as pessoas que não respeitam o meio-ambiente. Criticavam os sem sensibilidade em relação a seus semelhantes e diziam até mesmo ter vontade de ir embora do Brasil por tanta falta de respeito que viam todos os dias.

Chegou a hora do intervalo e sem que meus alunos soubessem, pedi a alunos da psicologia comportamental que observassem esses mesmos alunos na cantina da universidade. Na volta à classe, pedi aos alunos de psicologia que relatassem o que haviam observado. Surpresos, meus alunos de antropologia foram acusados, um a um, de terem jogado lixo fora do cesto de lixo, colocado os pés na parede recém pintada da cantina, furado fila, perturbado o ambiente, etc. Quando perguntei aos alunos “infratores” o que eles tinham a dizer, disseram: “Não sabíamos que estávamos sendo observados…”. Em seguida, a nossa discussão foi sobre as razões pelas quais criticamos tanto alguns comportamentos e atitudes e em seguida fazemos as mesmas coisas que acabamos de criticar. A discussão foi sobre a incoerência entre o discurso e a prática.

E não é assim em nossa vida e em nossa empresa? Criticamos o mau  atendimento que recebemos como clientes internos e oferecemos aos nossos clientes internos um atendimento sofrível. Criticamos a qualidade dos serviços que recebemos e não damos a devida atenção à qualidade do que fornecemos. Criticamos os fofoqueiros e falamos mal dos outros. Criticamos os que não cumprem prazos e horários e falhamos com as nossas mais simples obrigações. Criticamos os mentirosos e muitas vezes faltamos com a verdade.  Por que tanta incoerência? Criticar é fácil. Acusar é fácil. Apontar os erros alheios é fácil. Difícil é mudar o nosso comportamento. Difícil é fazer certa a nossa parte. Difícil é começar a reformar o mundo e a humanidade a partir de nós mesmos. Difícil é ser coerente
Pense nisso. Sucesso!

Faça uma auto-análise. Você sabe quais são suas chances reais de progredir na carreira?

A maioria das pessoas não sabe avaliar em que pé estão rumo ao sucesso, elas simplesmente vivem o momento sem se preocupar com o que se espera delas e principalmente com o que elas têm a oferecer e estão oferecendo para a empresa em que trabalham.

Quando falamos em carreiras, promoções, sucesso… nada mais estamos do que decifrando se o que as empresas querem é o que temos condições de oferecer;
obviamente o oposto também porque todos queremos ser reconhecidos e recompensados por nosso trabalho mas neste meio ambiente quem dita as regras são as organizações e o que elas querem nada mais é do que profissionais engajados.

O que é ser um profissional engajado?

Um profissional engajado é aquele que aponta os problemas e mostra as soluções. Apontar falhas é até fácil, já identificar e mostrar soluções nem tanto. Aí está o ponto de diferenciação; o ponto exato onde se pode decolar para patamares mais elevados ou permanecer na mesma situação durante anos e anos ou até que a empresa opte por mudanças.

As organizações querem pessoas com perfil de “engajadores”, pessoas que assumam as dificuldades e consigam ultrapassá-las, profissionais ativos, que procurem a melhoria do seu trabalho e da empresa, que diminuam gastos e maximizem o lucro, que honrem e levantem o nome da empresa.

Profissionais assim têm o sucesso garantido em qualquer área que atuem. Estas características independem de estudo ou formação, elas existem em estado bruto dentro do indivíduo, é latente, embora muitas pessoas não percebam que as possuam por falta de oportunidade de demonstrar, por timidez, por receio dos colegas e chefes, por mil outras razões.

Se entendermos que é isso que as empresas querem e conseguirmos atuar de forma engajada, teremos mais oportunidades e mais êxito em nossas carreiras.

Texto: Simone Castillo

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